A Justiça de Goiás determinou que Amado Batista pague uma pensão mensal aos pais de uma criança de 3 anos que morreu afogada em piscina instalada na fazenda do cantor. A fatalidade ocorreu em maio de 2022, mês seguinte à contratação dos genitores do menino para serem caseiros da propriedade.
Dono de um patrimônio de bilhões, Amado terá que iniciar o pagamento quando o menor fizesse 14 anos e precisará ainda pagar R$ 453 mil de danos morais. Os advogados do intérprete de "Secretária" afirmaram que irão recorrer da sentença tomada em 15 de junho por juiz da Vara Cível de Goianápolis, cidade distante 50 minutos da capital, Goiânia.
Segundo a defesa, a própria decisão judicial reconheceu a chamada "culpa concorrente dos pais" do menino e que não houve comprovação de um pedido para instalação de proteção ao redor da piscina. Os advogados de Amado apontam ainda para um "cerceamento de defesa" uma vez que foi indeferida a realização de perícia técnica.
Casado com a Miss Calita Franciele, 51 anos mais nova, desde março de 2025, Amado terá que pagar um valor correspondente a dois terços de 70% do salário mínimo no ano de início da pensão. No ano no qual o menor completasse 25 anos, haverá uma redução para um terço de 70% do SM.
Essa pensão vai durar até a idade correspondente da expectativa de vida do filho dos caseiros ou até a morte dos beneficiários, segundo o "g1". Na decisão, a Justiça entendeu que os pais do menino acabaram contribuindo para o acidente - ao deixá-la sem supervisão - e que foram responsáveis em 30% pela tragédia. E que a falta de alguma barreira na área da piscina já configurava "risco previsível" para crianças.
Vale lembrar que Amado Batista, cuja filha Lorena morreu aos 46 anos em março passado, enfrenta outros problemas com a Justiça. Uma empresa cobra mais de R$ 500 mil por conta de dívida. E em 2025 veio a acusação de manipular o resultado de DNA de uma suposta filha.
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